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O crash de 2008 e a crise do coronavírus reavivaram o interesse nas teorias de J.M. Keynes, o economista liberal inglês. Mas uma olhada na vida e nas ideias de Keynes mostra que ele não era amigo da classe trabalhadora. Precisamos do socialismo, não do keynesianismo.

Nos últimos meses, a economia mundial deslizou para uma situação de desordem. As lojas estão ficando sem mercadorias, os postos de gasolina estão ficando sem gasolina, os preços da energia dispararam e os principais portos ocidentais ficaram completamente congestionados com enxames de navios enfileirados, às vezes tendo que esperar semanas para descarregar. Assim como nos disseram que a crise da Covid havia passado e que a vida estava voltando ao normal, o mercado mundial está sofrendo o peso de uma série de crises convergentes.

No dia 6 de outubro, Guido Bellido renunciou à presidência do Conselho de Ministros e Pedro Castillo anunciou um novo gabinete ministerial que representa uma clara guinada à direita. Saíram aqueles que a imprensa burguesa acusou de serem “radicais” e “senderistas”, entraram os empresários, os “moderados”, os da esquerda caviar, comprometidos com a estabilidade do regime. Francke, quinta coluna da Confederação Nacional de Instituições Empresariais Privadas (Confiep), permanece. A bancada de Peru Libre rompeu com o novo governo.

Um vazamento de dados contendo milhões de documentos totalizando 2,94 terabytes de informações levantou parcialmente a cortina sobre os negócios e ativos offshore de mais de 100 bilionários, líderes mundiais e funcionários públicos. Esse vazamento expôs o tremendo parasitismo da classe dominante, totalizando algo entre US$ 5,6 e US$ 32 trilhões em riqueza offshore.

As eleições municipais na segunda maior cidade da Áustria, Graz, foram um terremoto político. A vitória do Partido Comunista da Áustria (KPÖ) mostra uma rejeição categórica do odiado establishment burguês que administrou a cidade durante anos e abre uma perspectiva de uma ampla ofensiva contra os cortes da previdência social e o fim do mandato de Graz como um paraíso privado dos investidores.

Os resultados da 20ª eleição federal alemã em 26 de setembro mostram um processo contínuo de polarização na Alemanha. A opinião pública nunca esteve tão volátil, os eleitores nunca estiveram tão indecisos e o parlamento nunca esteve tão fragmentado. O sistema político democrático-burguês da Alemanha está em crise, mas nenhuma alternativa de luta de classes foi encontrada nesta eleição.

A vitória eleitoral bolsonarista, na verdade mais uma desgraça que se abateu sobre os ombros da classe trabalhadora e de todos os segmentos oprimidos do Brasil, na senda do que já ocorrera nos idos de 1964, não foi assim tão imprevista. Ao contrário, foi um evento que deve ser encarado, em verdade, como um resultado da política de conciliação de classes, praticada pelos governos petistas de Lula, assim como de Dilma, que se lhe seguiu.

Em 9 de julho, 422 trabalhadores da fábrica Campi Bisenzio da GKN (Indústria Aeroespacial britânica – NDT), perto de Florença, receberam uma mensagem de texto que veio da gestão da multinacional britânica. A mensagem comunicava que os trabalhadores haviam sido demitidos de forma imediata e coletiva. No entanto, a fábrica não está em crise. Existe mercado para a produção de motores e outros componentes para o setor automotivo que a fábrica é capaz de produzir. Então, por que as demissões?

Com as bombas de gasolina em toda a Grã-Bretanha secando e engarrafamentos nas estradas, os Conservadores estão cambaleando de uma crise para outra. A anarquia do mercado está causando caos na vida dos trabalhadores. Todos os ingredientes estão sendo preparados para uma explosão social.

O mais recente título da editora Wellred Books, The History of Philosophy: A Marxist Perspective, de autoria de Alan Woods, foi lançado no último dia 26. Publicamos a seguir um trecho da introdução do livro que explica a razão por que os marxistas revolucionários deveriam estudar a história da filosofia e apreciar a enorme dívida que o marxismo tem com os pensadores anteriores e, em particular, com os gigantes da filosofia que viveram na fase revolucionária e juvenil da época

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O aniversário de 30 anos desde a queda da URSS e a restauração do capitalismo na Ucrânia foi marcado por celebrações em Kiev em 24 de agosto. Durante as festividades, estavam na frente e no centro os ex-presidentes Yushenko, Kuchma e Poroshenko, que presidiram a transição para a economia de mercado. Mas por trás do júbilo estão três décadas de crescente pobreza, desigualdade e repressão. Esta é a verdadeira história do capitalismo na Ucrânia.

Em toda a economia do Reino Unido os preços estão subindo e as empresas enfrentam escassez. É claro que a anarquia do mercado capitalista não pode suprir a sociedade com as necessidades da vida. A questão da planificação econômica nunca foi tão clara.

É inegável que a pandemia cravou o último prego no caixão do período anterior. Mas as exultantes alegações de que a austeridade é uma coisa do passado se mostraram prematuras, à medida que a classe dominante começa a encerrar sua farra de gastos com a Covid-19 e a retomar os ataques contra os trabalhadores. A questão é: qual é o caráter deste novo período, e o que isso acarretará para a classe trabalhadora?

Funcionários da grande desenvolvedora de jogos Activision Blizzard começaram a se organizar e a agir contra o assédio e a discriminação. Para expulsar o sexismo da indústria de tecnologia, devemos expulsar os patrões e lutar para colocar os trabalhadores no controle.